Introdução
Na pecuária brasileira de corte o maior problema reprodutivo é a falta ou o atraso de cio fértil pós-parto, o que pode ser comprovado pelo grande número de vacas vazias encontradas nas fazendas, prolongando o intervalo entre partos acima de 18 meses,
muito longe do ideal que é de 12 a 14 meses.
Quando uma vaca durante o período pós-parto não é observada com cio até 60 dias pós-parto, diz-se que está em Anestro (ausência ou atraso no cio).
É uma condição em que se incluem-se vacas cíclicas e não cíclicas.
Em vacas zebuínas ou cruzadas, o Anestro (ausência ou atraso do cio pós-parto), interfere diretamente na Eficiência Reprodutiva do rebanho brasileiro, cuja baixa de fertilidade pela diminuição da taxa de prenhez e o número de dias que as vacas não
estão em reprodução, fazem com que o criador tenha prejuízos, pois uma vaca deve estar prenhe pelo menos até 90 dias pós-parto.
Uma vaca cíclica ou em sub-estro é aquela que entrou no cio, este não foi observado e portanto não foi detectado.
Em rebanhos de corte, a perda de cios por falta de identificação se situa entre 40 a 50%.
Nas vacas cíclicas, o sub-estro ou falha de cio, existe numa ciclicidade normal e é caracterizado por um comportamento normal de cio, por não apresentar nenhum comportamento de cio (este cio não é observado) e por comportamento de cio muito fraco (a
observação não é muito eficiente), sendo complicado diferenciar estas três situações.
Uma vaca não cíclica ou em Anestro verdadeiro é aquela que não apresentou cio e por não ter cio, este não é detectado, pois os ovários estão inativos ou afuncionais.
Em vacas não cíclicas, o reinício da atividade do ciclo reprodutivo pós-parto está na dependência de vários fatores que sob influências nutricionais sofrem interferência , como escore corporal, amamentação, lactação, distocias e doenças causadas pela
subnutrição.
Outros fatores como patologias uterinas, raça, idade, mês de parturição etc. também interferem no reinício do ciclo reprodutivo.