Diagnóstico

O diagnóstico clínico da Brucelose é bastante subjetivo, pois é baseado no histórico da propriedade, pela ocorrência de abortos a partir do 7º mês de gestação, o que leva a suspeitar de que a doença está ocorrendo no rebanho.

Através de uma suspeita, procede-se aos exames laboratoriais de análise para identificação da doença.

O isolamento da Brucella de líquidos e tecidos orgânicos constitui a prova para determinar a infecção, entretanto é de difícil utilização em grande escala, como requer um programa de controle da doença.

O isolamento deve ser usado quando ocorrer abortos em uma propriedade sem que exista um histórico conhecido da presença de Brucelose, ou quando se pretende utilizar as informações para fins epidemiológicos ou de investigação.

Normalmente, o diagnóstico da Brucelose é feito utilizando-se de exames sorológicos indiretos.

Dentre as técnicas sorológicas utilizadas no diagnóstico laboratorial, citam-se as seguintes:


  • Soroaglutinação rápida em placa (SAR)
  • A lenta em tubos (SAL)
  • Prova do anel do leite (PAL)
  • Fixação do complemento
  • Imunodifusão
  • Rosa de bengala (RB)
  • Prova do rivanol
  • Prova do mercaptoetanol
  • Imunofluorescência
  • Diferentes modalidades de ELISA

O diagnóstico da Brucelose não pode estar alicerçado em um único teste imunológico isoladamente.

O diagnóstico da Brucelose constitui uma das peças básicas para qualquer programa de controle e erradicação, profilaxia e vigilância epidemiológica da doença.

Tem como finalidade, detectar animais infectados que poderão estar numa das seguintes categorias:



Período de incubação, fase aguda ou crônica e período de latência.

Por outro lado ainda precisa diferenciar animais infectados de animais vacinados.

Para tanto se deve utilizar uma prova que seja consideravelmente sensível e específica.

É difícil conciliar numa mesma prova alta sensibilidade e especificidade.

O diagnóstico sorológico está sujeito a diversas causas de erro, sendo que, no que se refere aos bovinos, o principal problema é a vacinação com a amostra B19.

Inúmeras tentativas de separar a resposta sorológica do animal à amostra vacinal, distinguindo-a da resposta à amostra de campo têm sido feitas, porém os resultados obtidos até o momento não permitem uma diferenciação segura.

As provas sorológicas aceitas pelo Ministério da Agricultura têm a seguinte descrição:


P rova do antígeno acidificado tamponado

É uma prova complementar, de aglutinação rápida, conhecida como "Rosa de Bengala", onde se usa um antígeno tamponado a um pH 3,65 e corado com o rosa de bengala, sendo uma prova mais sensível e de fácil execução, podendo ser utilizada por Médicos Veterinários credenciados para a triagem de animais.

A prova pode ser utilizada sobre um cartão ou uma placa.

O resultado é obtido pela leitura da presença ou ausência da IgG, pois somente esta globulina é capaz de agir no pH existente.

Prova do Mercaptoetanol

É uma prova complementar específica, baseada na destruição das globulinas IgM, sendo específica para as globulinas do tipo IgG.

Esta prova se diferencia da aglutinação lenta em tubos pelo tratamento prévio do soro com 2-mercaptoetanol.

Prova de Fixação do Complemento

É a prova mais conclusiva, sendo indicada quando a prova do Mercaptoetanol for duvidosa.

Apresenta vantagens, pois está diretamente correlacionada com a infecção, sendo menos influenciada por anticorpos inespecíficos, apresentando reações positivas em fase crônica da doença quando a soroaglutinação tem tendência de ser negativa. A desvantagem, porque é uma prova que não diferencia animais recentemente vacinados de infectados, como também é uma prova muito complexa para ser realizada.

Sendo importante quando se faz o trânsito internacional de animais.

Prova do anel do leite

É uma prova rápida, muito utilizada em regiões produtoras de leite, para o monitoramento das condições sanitárias de propriedades certificadas e é para ser utilizada na localização de rebanhos potencialmente infectados.

Quando empregada em companhas de controle de Brucelose, esta prova deve ser acompanhada de uma prova de soroaglutinação.