Introdução
A endometrite é uma das doenças mais comuns da reprodução da vaca, tendo um efeito determinante no seu desempenho reprodutivo.
Em casos mais graves, pode levar à perda da fertilidade, temporária ou definitiva e quando não for tratada, pode até levar o animal à morte.
A incidência das endometrites é muito alta, porém fica muito difícil estabelecer-se um índice devido às dificuldades de diagnóstico, que exige uma inspeção detalhada e muito cuidadosa.
O seu efeito principal é a interferência direta na taxa de prenhez, em que vacas doentes ficam por um longo tempo vazias, levando a uma alteração negativa nos índices reprodutivos e produtivos do rebanho, como por exemplo:
- Aumento do intervalo entre partos, com aumento do número de I.A./prenhez
- Queda na taxa de concepção
- Queda na curva de produção leiteira
- Descarte prematuro de fêmeas
Estes prejuízos são mensuráveis e chegam a representar um custo de U$ 110,00 por vaca ano e em alguns casos, a U$ 3,00 por vaca/dia.
A involução uterina normal ocorre dentro de 30 a 50 dias pós-parto e a sua normalidade é fundamental para o retorno correto à fase reprodutiva, ou seja, o útero se apresentar apto a uma nova gestação.
O atraso na involução uterina além de prolongar o tempo do primeiro serviço pós-parto, pode determinar também as perdas econômicas.
Vários termos ou definições são utilizados para as endometrites como:
- Endometrite aguda
- Infecção que surge até 14 dias pós- parto, havendo uma maior incidência entre o 5º e o 9º dia, na qual se apresentam alterações uterinas
- Endometrite subaguda/crônica
- Infecção que ocorre após os 14 dias pós-parto
- Piometra
- É uma endometrite crônica, com uma grande quantidade de pus, e presença de um corpo lúteo persistente, aparecendo entre 3 a 4 semanas após o parto